Introdução. A epilepsia pós-traumática representa 4% da prevalência da doença e é uma das sequelas mais difíceis de prevenir. Foram descritos factores de risco que podem predizer o aparecimento das crises.
Caso clínico Jovem de sete anos que sofre um traumatismo crânio-encefálico (TCE) grave internado na unidade de cuidados intensivos (UCI). No estudo de neuroimagem observam-se múltiplos focos de contusão com predomínio no hemisfério esquerdo e sangue no II e IV ventrículo e no eixo frontal do ventrículo lateral esquerdo. O doente tem sequelas importantes do TCE com hemiplegia espástica direita e hemiparesia com hipertonia do lado esquerdo, bem como cegueira completa de ambos os olhos por atrofia papilar bilateral. Realizaram-se EEG em série onde se observou desde um registo com períodos alternados de grafo?elementos hipervoltados sobre um traçado de muito baixa voltagem, até uma actividade contínua de baixas voltagens e frequências lentas. Não apresentou grafo?elementos com morfologia aguda. No entanto, o referido doente, ao ano e meio do TCE sofre a primeira crise parcial, identificando-se no EEG um foco epileptogénico no hemisfério esquerdo. Aos dois anos do traumatismo sofreu 7 crises. Não tinha recebido tratamento antiepiléptico após o traumatismo. Conclusão. Apresentamos um caso de epilepsia secundária a um TCE com primeira crise ao ano e meio. Tendo em conta os factores de risco, considera-se que o tratamento profiláctico antiepiléptico poderia ter resultado.
Palabras claveCrises parciaisTraumatismo crânio-encefálicoCategoriasEpilepsias y síndromes epilépticosTécnicas exploratoriasTraumatismos
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