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Ensaio clínico piloto, controlado, duplamente cego e aleatorizado de nicardipina comparada com placebo em doentes com traumatismo craniano grave ou moderado

J. Sahuquillo, A. Robles, M.A. Poca, A. Ballabriga, J. Mercadal-Dalmau, J.J. Secades DOI: https://doi.org/10.33588/rn.3005.99063 OPEN ACCESS
Volumen 30 | Número 05 | Nº de lecturas del artículo 5.627 | Nº de descargas del PDF 346 | Fecha de publicación del artículo 01/03/2000
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RESUMEN Artículo en español English version
Introdução e objectivo. Um dos factores implicados no aparecimento de lesões isquémicas cerebrais após um traumatismo craniano é o vasoespasmo cerebral. É analisado o efeito da nicardipina iv na prevenção e tratamento do vasoespasmo cerebral pós-traumático. Doentes e métodos. Trata-se de um ensaio piloto, duplamente cego, aleatorizado e controlado com placebo, do efeito da nicardipina (5 mg/h, durante uma semana, iv) em doentes com traumatismo craniano grave ou moderado que apresentam vasoespasmo cerebral, definido por uma velocidade média Doppler de fluxo (VDF) superior ou igual a 100 cm/s. A variável principal de avaliação foi a evolução das VDF e os critérios secundários foram a evolução da pressão arterial, as escalas de coma e os resultados na escala de Glasgow e a segurança do fármaco.

Resultados Foram incluídos 11 doentes em cada grupo homogéneo. Observou-se a normalização das VDF com nicardipina no primeiro dia de tratamento e no terceiro dia com placebo (p= 0,023). Durante o primeiro dia de tratamento, a percentagem de hemisférios com a suspeita de espasmo foi de 11,1% para nicardipina e de 64,3% para placebo (p= 0,02881). O tempo médio de recuperação (VDF <100 cm/s) foi de 3,33 dias para placebo e 1,22 dias para nicardipina (p= 0,0039). Os doentes tratados com nicardipina tiveram uma possibilidade de recuperação do vasoespasmo 8,89 vezes superior. A incidência de efeitos adversos foi superior com placebo (p= 0,014). Conclusão. A nicardipina é eficaz em reverter e prevenir as velocidades Doppler elevadas em doentes com traumatismo crânio-encefálico moderado ou grave.
Palabras claveDoppler transcranianoEnsaio clínicoHemorragia subaracnoideia pós-traumáticaTratamentoTraumatismo cranianoUltrassonografia CategoriasPatología vascularTraumatismos
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