Introdução. O paludismo é um dos maiores problemas de saúde nos países do 3º mundo. O Plasmodium falciparum infecta cada ano 300 milhões de pessoas, causando mais de três milhões de mortes, principalmente entre as crianças africanas. O neuropaludismo é a complicação letal mais frequente da infecção por P. falciparum na criança. O diagnóstico de malária cerebral requer a presença de três critérios: alteração do nível de consciência, evidência de parasitémia por P. falciparum e ausência de outras causas de encefalopatia aguda. O neuropaludismo é uma urgência médica e recomenda-se o tratamento destes doentes com quinina por via parenteral, devido à elevada taxa de plasmodiums resistentes à cloroquina. A mortalidade pode alcançar valores até 50% e a incidência de sequelas neurológicas nos sobreviventes situa-se em volta de 20%. Objectivo. Chamar a atenção dos neuropediatras espanhóis sobre a presença de casos de malária cerebral no nosso país, procurando conseguir o diagnóstico e tratamento mais adequados. Doentes e métodos. Revisão retrospectiva das histórias clínicas de 20 doentes com diagnóstico de malária no nosso hospital entre 1990 e 1998. Seleccionaram-se três casos com manifestações neurológicas. Nestes analisaram-se: início clínico, EEG, alterações neuroimagiológicas e sequelas neurológicas.
Resultados Todos os doentes apresentaram uma encefalopatia aguda com febre, obnubilação e crises convulsivas. Em todos os casos existiram sequelas neurológicas permanentes (sobretudo hemiparésia). Conclusão. É necessário um melhor conhecimento sobre malária cerebral, uma vez que existe um aumento dos casos de malária importada no nosso país, por uma maior emigração desde os países Africanos e pelo aumento do turismo espanhol a áreas endémicas.
Palabras claveCriançasEncefalopatiaMalária cerebralManifestaçõesNeuroimagemCategoriasNeuroimagenNeuropediatríaNeuropsiquiatríaTécnicas exploratorias
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